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Fomos Herois Critical Thinking

Sou capaz de apostar que você vai aceitar sem dificuldade algumas das afirmações a seguir, e vai rejeitar com veemência outras:

  1. A tortura é uma maneira eficiente de se obter informações precisas em pouco tempo.
  2. Lula é inocente de todas as acusações feitas contra ele.
  3. A liberação do porte de armas vai melhorar a situação da violência que enfrentamos no Brasil nos dias de hoje.
  4. O juiz Sergio Moro demonstra claramente que é parcial e partidário do PSDB porque nunca sequer cogitou processar Aécio Neves.
  5. O maior problema que enfrentamos no Brasil, nos dias de hoje, é a desigualdade social.
  6. O Brasil será um país melhor o dia que abolirmos todos os impostos.

Muita gente vai dizer um sonoro “Sim!” para 1, 3 e 6, gritando “Não!” (provavelmente seguido de vários palavrões) para 2, 4 e 5. Em boa parte dos casos, vai ser exatamente o contrário, claro.

Nas duas situações há uma característica comum: infelizmente falta pensamento crítico. (Se você questiona todas, sem exceção, e tem argumentos claros e racionais para tanto, parabéns!)

Os sonoros “Sim!” e “Não!”, na maioria dos casos, são proclamados com as vísceras, e não com o cérebro. São respostas proferidas com base em emoções, preconceitos, crenças pessoais construídas ao longo de anos, sem muita consideração racional. Muitas vezes são baseadas no que chamamos de “bom senso”, sem que essa expressão seja questionada. Outras, são parte de valores e opiniões que nos são passadas por figuras que têm (ou tiveram) autoridade moral sobre nós: pais, avós, líderes, ídolos, e por aí vai.

O que falta? Falta pensar racionalmente sobre o assunto. Falta juntar informações acerca das afirmações. Falta pensar no ponto de vista oposto. Falta admitir a possibilidade de que a resposta pode não ser um “sim” ou um “não”, assim, preto-e-branco, mas acomodar tonalidades de cinza. Vixe, para quem não titubeia em emitir uma opinião, na vasta maioria dos casos falta muita coisa.

A boa notícia? Dá para ser diferente.

O astrofísico Neil deGrasse Tyson ajuda nesse sentido, apontando (mais) uma deficiência em qualquer sistema de ensino e que, se corrigida, resolve a questão com louvor. Tyson aponta para o fato de que ensinamos muita coisa aos nossos alunos, mas falta ensinar-lhes a pensar criticamente. Em outras palavras, ensinamos ao aluno o que pensar, mas deixamos de lado a importantíssima tarefa de ensinar-lhe como pensar.

Com o objetivo de ajudar nos primeiros passos do pensamento crítico, a educadora Samantha Agoos, do TED-Ed, criou um texto animado por Nick Hilditch e disponibilizado no YouTube. O texto, simples e claro, é um verdadeiro bê-á-bá do pensamento crítico, e pode ser resumido nos cinco pontos a seguir:

  1. Formule adequadamente sua questão. Quando concordo ou discordo com uma afirmação qualquer, com o que exatamente estou concordando ou discordando: com a afirmação em si, ou com uma implicação dessa afirmação para mim e para minha vida? Por exemplo, se concordo com o ponto número 6, lá em cima, realmente acho que abolir todos os impostos é uma boa ideia, ou o que realmente penso é que pago impostos demais para o retorno que percebo por parte do estado? Chegar à questão correta não é (ou não deveria ser) um exercício trivial, feito “nas coxas”. Pensar sobre o que realmente queremos ou precisamos em uma situação qualquer, ou o que de fato nos incomoda em uma situação não é fácil. Temos que nos despir de aparências, em muitos casos encarando facetas de nossa personalidade que não são assim “tão legais” e motivações nada nobres. Mas se não identificamos a questão da maneira correta, certamente não estaremos correndo atrás do resultado mais adequado para nós mesmos.
  2. Informe-se. Uma vez que a questão foi adequadamente formulada, busque informações que te ajudem a decidir por um curso de ação. Leia muito sobre o assunto, converse com especialistas, fale com quem já enfrentou essa situação e chegou a alguma conclusão (de preferência com pessoas que chegaram a conclusões diferentes). E mais: resista bravamente à tentação de procurar e absorver apenas informações que corroborem o que você, lá no fundo, pensa sobre o assunto. Estamos vivendo o reinado do Facebook, que se apoia pesadamente sobre esse subterfúgio: nos mostra apenas “notícias” e opiniões que reforçam o nosso ponto de vista pessoal. Por isso estamos acostumados a aceitar de bom grado aquilo que nos agrada, e a rejeitar sem titubear aquilo que vai contra nossas crenças. Quem age assim não procura se informar, mas sim está sempre em busca de um cobertor de segurança, como aqueles que vemos crianças de dois anos arrastando pela casa.
  3. Use as informações de maneira crítica. Diante das informações à nossa disposição, quais são os conceitos relevantes acerca do assunto? O que se pode deduzir de maneira racional? As interpretações que faço com base nas informações são lógicas e racionais? Ou essa lógica é apenas aparente, um verniz que uso para disfarçar minhas preferências pessoais com relação ao assunto? Com base nas informações, é possível atingir meus objetivos? Analisar criticamente as informações e a situação em si é fundamental.
  4. Pense nas implicações. Mesmo que a prioriuma ideia te pareça boa, quais os resultados dessa ideia no médio e no longo prazo? A frase cabal do filme Frankenstein, baseado na obra homônima de Mary Shelley é uma pergunta feita pelo monstro a seu criador. Depois de muita violência, dor e morte, o monstro pergunta ao Dr. Frankenstein algo na linha de: “Em algum momento você considerou as consequências de suas ações?” (Shelley é bem mais sutil, deixando por conta do leitor identificar essa questão no livro). Em muitos casos, na pressa de termos nossa vontade satisfeita, deixamos de considerar pontos e resultados potenciais importantes, que se tivessem sido levados em consideração teriam nos evitado muita dor de cabeça e muito provavelmente levariam a uma decisão diferente.
  5. Explore outros pontos de vista. Há, obviamente, mais de uma maneira de se pensar sobre uma questão. É fundamental que deixemos de lado aquilo em que acreditamos e que exploremos outras maneiras de pensar. Por que tem gente que pensa diferente? Quais seus argumentos? Como justificam seus pontos de vista? Esta exploração franca e sincera (e não apenas “para inglês ver”) de outros pontos de vista é fundamental para que possamos formular uma decisão racional. Se olhamos, por exemplo, para o ato de tomar uma injeção só sob o ponto de vista de uma criança, o que temos é: “dói, portanto não me interessa”. Mas quando consideramos que a injeção é recomendada por um médico para combater uma infecção, a coisa muda muito de figura. Mesmo que a criança continue se opondo, a mãe ou o pai não vão titubear em realizar o procedimento, uma vez que é do interesse de todos.

A lista de Agoos é esta: simples e direta. Absolutamente útil e um excelente modo de nos iniciar no assunto do pensamento crítico. Não é completa, claro, e nem de longe abrange todas as questões ligadas ao assunto. Mas é um excelente ponto por onde começar. Um primeiro passo seguro em direção ao pensamento crítico.

Por fim, um pequeno alerta: para dar o primeiro passo, é fundamental que o indivíduo primeiramente se levante, uma vez que dar um passo sentado ou deitado é bem contraproducente. Nesse caso, o ato de se levantar simboliza um elemento fundamental para que possamos pensar criticamente: o interesse. O autor Arthur C. Clarke disse tudo: “Onde há interesse, há aprendizado.” Para o pensamento crítico, não há como escapar dessa verdade: precisamos estar interessados em pensar racionalmente para conseguirmos aprender a fazer isso.

E como somos atavicamente apegados às nossas opiniões e preconceitos, talvez esse seja o ponto mais difícil — muitas vezes um obstáculo intransponível — a se pensar criticamente.

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Foto de Burst.

 

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Students learn that small things can make a big difference and that each of them can impact the world, one person, one family, one community at a time. Hidden heroes are ordinary people who are extraordinary role models. They are people who have much to teach us by the way they lead their lives, consistently doing small positive things that other ordinary people could do in similar circumstances—actions that benefit their own lives and those of others.

Program components

The Our Hidden Heroes program consists of a unit for each of four grade ranges (1/2, 3/4, 5/6, 7/8). Typically, each unit takes six to eight weeks, although many teachers spread the Our Hidden Heroes lessons and concepts throughout the school year. The Our Hidden Heroes program can be successfully introduced at any grade level.

The Our Hidden Heroes program reflects various Ministry of Education learning outcomes in social studies, language arts and personal planning. School districts in British Columbia, Alberta, Ontario and western Québec use the program.

The Our Hidden Heroes program consists of core and supplementary resources:

The core program is outlined in teachers' guides containing detailed teaching instructions and blackline masters. Also included are suggestions for assessment for learning, opportunities for differentiation and extension activities.

Each of the four teacher’s guides is accompanied by an online supplement that includes classroom footage of the use of the program with students, student videos telling the stories of hidden heroes discussed in the unit, and other resources that complement the unit.

Complementing the core resources is a print collection of inspiring student-created stories.

Supplementary resources are not explicitly part of the program, but offer teachers additional lessons and strategies to help students learn to make a thoughtful difference in the lives of others.

Philosophy

The Our Hidden Heroes model asks students to redefine their conception of a hero and what a hero does. They learn that making a significant difference doesn’t require them to become a super hero relying on super powers, or a celebrity relying on fame, fortune and good looks. The program challenges the myth of "the one in a million" hero who makes the biggest difference in the world. Rather students learn that millions of hidden heroes—ordinary people consistently doing small, positive things—make differences in their own lives and the lives of others. Through the ripple effect, these small actions can end up having significant consequences. Often the people who benefit most are individuals the hidden hero will never meet. The program motivates students to realize that hidden heroes are found in their families, communities and schools. As a result of the program, many students experience the joy, self-confidence and self-esteem that come from becoming hidden heroes themselves.

History

Our Hidden Heroes founder, broadcaster and columnist, Bill Robinson, always believed "It’s not the one in a million "heroes" that make the biggest difference in this world, it’s the millions of ordinary hidden heroes, ordinary people who consistently do small positive things that make a difference in their own lives and the lives of others."

In 1975 when he was on air at CKFM Toronto, Bill came off the back of a song called, "Loneliness Can Really Get You Down" and encouraged any of his listeners who were feeling down to take action. "Do something small," he said. "Throw open your windows and clean your house or apartment or better yet, get out the door and go for a walk or go shopping. Just DO something." A depressed sounding man called to say he was going to go for a walk. A few days later, he called back to thank Bill for his support. That walk ignited a series of connections that led to his life taking a 180 degree turn for the better. In turn, that "thank you" gave Bill the support he needed to launch his Hidden Heroes series of radio programs.

In 2000, Bill launched a Hidden Heroes newspaper column in the mid-Vancouver Island region and later an island-wide television feature. In 2001, the column gave birth to the Our Hidden Heroes program as Bill introduced a version to 20 teachers in School District 68 (Nanaimo, BC). With the help of teachers Kirsten Verhoeven, Laura Harrison and Terri Zolob and financial support from School District 68, the program expanded to grades one through eight. The program helps teachers build students’ self-confidence and self-esteem while activating students’ desire and ability to make a difference.

In 2011, The Critical Thinking Consortium became involved in the program. TC² is extending the program’s recognized strengths by enriching the critical thinking components, adding to the teaching resources and expanding the program’s reach though the TC² workshop network.

Testimonials

People are so on fire after this morning and they want you to come again this summer. We [are preparing] critical challenges with criteria for each grade K through 7. You have converts!

Principal, Elementary school, Surrey, BC

I am impressed by both the educational quality and the motivational spirit of the Our Hidden Heroes program... I would like to see Our Hidden Heroes integrated into classrooms across the province.

Shirley Bond, Minister of Education, Province of BC (2005 - 2009)

I’ve learned that when someone changes their behavior for the better it has a BIG impact on others and it will change you too.

Grade seven student

It is an easy program to implement. Kids wanted to complete more stories and spend more time talking about their heroes. It is not often that kids ask to do "work" but they wanted to finish their assignments.

Teacher, Nanaimo, BC

Kyle has become more helpful at home... He is cooperative with his friends and shows compassion when playing.

Parent of Our Hidden Heroes participant

I have been teaching the intermediate grades for more than 30 years, yet this program excites me. The approach is unique and the need is great.

Secondary teacher, Toronto

... the Hidden Heroes program has had a very positive impact upon the learning opportunities that have been provided to the students in School District 68.

Superintendent of Schools, Nanaimo, BC

 

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